
Esta semana, durante minhas pesquisas na rede, me deparei com uma tela do pintor francês THÉODORE GÉRICAULT (1791-1824) A BALSA DE MEDUSA (Museu do Louvre, Paris . 40,64 cm X 56,69 cm), que gostei muito. A pintura despertou minha curiosidade e então comecei a pesquisar os seus detalhes.
Fiquei surpreso ao saber o seu significado e o que o pintor quis transmitir. Após descobrir o que inspirou o trabalho feito por Géricaut, decidi usar o mesmo nome “A Balsa de Medusa” para o nosso Blog. Assim como ocorreu com os personagens da história do naufrágio, também estaremos lidando com as adversidades enfrentadas por gestores, líderes, gerentes e funcionários de todos os níveis hierárquicos, no dia-a-dia profissional e pessoal.
Esta tela tinha como base um acontecimento contemporâneo, um naufrágio que causou um grande escândalo político. O Medusa, navio do governo que transportava colonos franceses para o Senegal, encalhou e afundou na costa oeste da África (próximo à costa de Marrocos em 2 de julho de 1816), em virtude da incompetência do capitão, nomeado por motivos políticos. O capitão e a tripulação foram os primeiros a evacuar o navio e embarcaram nos barcos salva-vidas, que puxavam uma jangada improvisada com os destroços do navio, com 149 passageiros amontoados. A certa altura cortaram a corda que puxava a balsa, deixando os emigrantes à deriva sob o sol equatorial por 12 dias (outras fontes relatam que a tempestade os arrastou por mar aberto por mais de 27 dias sem rumo), sem comida nem água. Só 15 pessoas sobreviveram. Géricault investigou o caso como um repórter, entrevistando os sobreviventes para escutar suas histórias terríveis de fome, loucura e canibalismo. Fez o máximo para ser autêntico , estudando até mesmo os corpos das vítimas. Construiu uma jangada-modelo em seu ateliê e chegou a se amarrar ao mastro de um pequeno barco durante uma tempestade, para melhor poder retratar o desespero dos sobreviventes. A linguagem corporal da luta, das pessoas contorcidas e dos passageiros desnudos diz tudo a respeito da luta pela sobrevivência, tema que obcecava o artista.
No quadro, pode-se observar as diferentes ATITUDES HUMANAS que se manifestam nos momentos cruciais da vida, naqueles momentos difíceis, em que uns se deixam abater pelo desânimo, mas outros não desanimam e agitam panos na esperança de serem vistos por algum navio.
Esse quadro nos leva a uma reflexão: e se você estivesse naquela situação do naufrágio, em que lugar você estaria nessa pintura?
Confira no link abaixo !!!
http://www.ogerente.com.br/blogs/abalsa.pps